
Uma porção do que menos necessito
Encontra-se no que eu mais preciso,
Não sei se posso, porém invisto
Amalucado também consinto
Com o ceticismo exacerbado.
Visito os céus, estou desesperado
Faço rascunho e deixo ao nada agregado,
Do firmamento certamente fui renegado
Participando sem ser nem mesmo citado
… Eu já nem sei mais em que acredito.
Se estou ciente ou desorientado
Vejo-me dentro porém não contido
Indiferente a esse monstro chamado estado
Acreditando ser seu feroz inimigo.
De certa forma a multidão eu não sigo
Não preciso que me lancem no abismo,
Alguns me dizem: como você é antigo.
E então concluo: Longa vida ao anarquismo!


