Nem só de blues e ‘rockão’ vive o poeta. 21.06.2009 17h59min
Acabo de chegar da Banca do Choro, é, isso mesmo! Fui ouvir um chorinho e comer um crepe no mercadão, afinal de contas, nem só de blues e ‘rockão’ vive o poeta. Alguns dirão: o magrelo não é mais o mesmo!
Na verdade, desde que eu postei aquele vídeo no aniversário de São Paulo onde apareciam várias fotos da cidade tendo como fundo musical “Sampa” de Caetano Veloso, alguns amigos me torraram a paciência, daí por diante nem adianta dizer que já compus outras coisas ao som de Velhas Virgens e Ozzy Osbourne pra dar uma purificada.
Em todo caso, como não sou católico e nem sou fã de corrida de formulá1, só me restou nesse domingo dar um pulo no mercadão e tomar um café com o Daniel (vários cafés inclusive). A caminhada até o mercado municipal é de fato agradável para quem como eu adora esta cidade, pois o centro é repleto de lindas construções que não conseguimos ver direito devido à correria do dia a dia, porém no domingão, as ruas são vazias, exceto de mendigos e lixo, o que nos permite caminhar com mais calma e sem a pressão do horário.
Já tinha visto o banner anunciando a banca do choro em outra visita ao mercado, mas claro, não dei muita importância, mas lá chegando, me dei conta da sobrevivência do chorinho. O chorinho é um ritmo tipicamente brasileiro, porém nem sempre conhecido ou ouvido.
De alguma forma, parece que nos identificamos com o chorinho, e isso era possível ver no público, que foi chegando, se amontoando, e de carecas à cabeludos, todos pararam para ver e desfrutar do choro do conjunto 1x0, aliás, os caras tocam pra caramba!
Com choro ou sem choro, esse domingo provavelmente marque meus últimos dias morando no centro da cidade. Depois de dois meses por aqui, até estou preparando uma pequena coletânea de escritos que tentarei trazer a público ainda este ano. Foi de fato uma experiência extraordinária estar embrionado no centro de São Paulo, onde o lixo e o luxo se encaram diariamente e cada vez mais se desconhecem. Mostrarei isso no futuro.
Obrigado Daniel! Nossos costumeiros cafés terão intervalos maiores, porém não deixarão de existir. Sua companhia e afeto foram primordiais para minha breve reestruturação. Suas histórias, seu conhecimento e a sua forma de atuação me farão relembrar sempre o quanto é importante avaliar bem o ser humano.
Paro por aqui, antes que digam: francamente!
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