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30.04.2010 10h47min INFAUSTO
Quem haverá de ser o contraditor
Infortúnio que dilacera
O dilema da espera
Porque quem espera
Sempre espera com dor.
A dor resume dilema
Infinda morada que alberga
Mastro que ao vento se verga
Quem pode ver não enxerga
Que a vida é rotina e problema.
Mas há quem diga, e o infausto?
Que miserável acredita na vida
Que alicerça e se endivida
Que traz a alma sempre rendida
Sobejo do tal holocausto.
Quanto mais viril a sanha
Mas sente perder energia
Assim como a letargia
Que oferta o ócio ao que agia
Fingindo-se digna de manha.
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