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18.03.2010 13h35min A CURA
Há uma inigualável infinitude
No brilho de teus olhos,
Um limiar de eternidade,
E quando olho me vejo
Refletido na límpida retina
Como se fosse parte dela.
Há uma transparente imortalidade
Em teu sorriso espontâneo,
Não é alegria, é felicidade
E quando sorri, me desenha
No quadro de tua autenticidade.
Há uma atração involuntária
No ouro de teus cabelos
No dourado de teus pêlos
Que escondes sob a roupa.
Há uma pureza na tua teima,
Um singelismo em tua vontade,
Esta que em ti arde e me queima,
Provando que sou tão frágil.
É uma primazia esta loucura,
Onde tu és a minha doença
Ao mesmo tempo que minha cura.
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