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06.01.2010 18h19min O ano já começou?
Pois é, o calendário recomeça, pelo menos o juliano, e com isso dá uma ligeira e ilusória sensação de recomeço. Respeito as crenças, afinal, eu também tenho algumas coisas para serem esquecidas, e se o calendário permitir, lá vou eu...
Bem, eu disse alguma coisa, e só alguma coisa, vou te contar, oh aninho do ‘garai’! noves fora sobrou um pouco de mim e olhe lá. Carcomido, amassado, pisoteado, desiludido e ofendido ao extremo, pouco há de mim no que restou de mim de 2009.
Muito embora o blues tenha sido trilha sonora oficial, e talvez por isso mesmo ou graças a isso,consegui fincar garras no nada e me ater a realidade. Sobrevivi, sobrevivo, ainda sou.
Vamos às partes que merecem ser lembradas: a torcida da Olívia (mosquitinha); a beleza e juventude de Annie; a filhinha da Rose e do Natan; o apoio de Daniel, Manrique e Tafuri; a força dos ‘bodes’ e a garra da destemida leoa.
Foi um ano para escrever diversas crônicas que renderão um livro, e para fortalecer-me como gente. Um ano regado a cafés no coração da maior cidade do país, entre o lixo, o luxo e a loucura dos que se aventuram nessa cidade. O cheiro do centro de São Paulo ficou impregnado em minhas narinas, assim como algumas caras, esquinas, cafés, prostitutas, e evangélicos a dar com pau... e como diria o velho Raul: “Quando acabar o maluco sou!”.
Foi um ano de contrastes entre a miséria das ruas que ligam o Glicério ao Mercado Municipal, onde eu costumava tomar meus cafés em companhia do Daniel, no Jardim ou no Hocca Bar. De alguma forma as coisas mudaram, e eu sou pedra que rola, nada de musgos meu velho, nada de musgos!
Registro aqui o me abraço a José Roberto Tenório, da editora Oportuno e a José Roberto Lamela pelo apoio durante todo o ano que passou. Agradeço também aos amigos/as internautas pelas constantes visitas a este site, o qual nem sempre costumo dar a atenção que ele merece. Valeu pela paciência!
Obrigado a todos/as pelos votos, cartões, livros, carinhos, pela visita e pela leitura.
Beijo do magrelo.
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